
Estima-se
que cerca de 15 milhões de brasileiros estarão propensos, este
ano, a desenvolver a osteoporose,
cujos sintomas mais comuns são as dores nas articulações
e nos ossos, que só acontecem depois das fraturas
O
risco de fratura é o grande perigo da osteoporose.
As mais comuns são as de punho, vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur (osso da coxa). Elas acabam limitando a vida do idoso e muitas vezes trazem muitas complicações à sua saúde.
Metade
das pessoas com fraturas no fêmur passam a ter dificuldades de locomoção.
Cerca de 40% apresentam complicações circulatórias, infecções
respiratórias e desencadeamento de diabetes.
“A força muscular sobre os ossos constitui o estímulo
fundamental para a manutenção e o aumento da massa óssea”
A fratura de fêmur é a conseqüência mais dramática
da osteoporose. Cerca de 15% a 20% dos pacientes com fratura de quadril morrem
devido à fratura ou suas complicações durante a cirurgia,
ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares em um período
de 3 meses e 1/3 do total de fraturados morrerão em 6 meses. Os restantes,
em sua maioria, ficam com graus variáveis de incapacidade.
A força
muscular sobre os ossos constitui o estímulo fundamental para a manutenção
e o aumento da massa óssea. O que quer dizer que os exercícios
na água, como a hidroginástica e a natação, ou
mesmo aqueles realizados em bicicleta, não trazem os benefícios
observados com exercícios do tipo caminhar, correr, dançar,
jogar tênis, peteca ou praticar algum esporte coletivo como o futebol,
o basquete e o voleibol.
Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana, com intervalo entre as sessões de 24 a 48 horas. É muito importante que esses exercícios sejam realizados com o paciente suportando o seu próprio peso, em função da força que os músculos exercem sobre os ossos da coluna e dos membros inferiores.
Considerando-se
a condição de idoso, o exercício mais indicado para a
prevenção
da osteoporose é a caminhada, que deve ser realizada por aproximadamente
40 minutos, antecedidos de um aquecimento e finalizados com um alongamento
muscular. A intensidade do exercício deve ser de 60 a 90% da freqüência
cardíaca máxima própria da idade, de preferência
avaliada através de consulta médica, complementada pelo teste
de esforço.
Um estudo
comparado, onde mulheres idosas foram observadas durante alguns anos, mostrou
que as que se exercitaram durante o período tiveram um aumento
da massa óssea de 2,3%. Enquanto que as mulheres que permaneceram sedentárias
durante esse tempo mostraram uma diminuição de 3,3%.
A massa óssea é relacionada à ação da musculatura sobre o osso, deste modo, exercícios gravitacionais são mais efetivos. Um programa ideal de atividade física deve ter exercícios aeróbios de baixo impacto, exercícios de fortalecimento muscular e para melhora da própriocepção, a fim de diminuir a incidência de quedas.
Os exercícios com pesos leves aumentam a massa muscular e a força dos músculos esqueléticos. Lembrando que a diminuição da força do quadríceps é um risco para ocorrência de fraturas do quadril.
O benefício primário da atividade física pode ser evitar perda óssea que ocorre com a inatividade, o que de certa maneira pode reduzir o risco de fraturas. Entretanto não pode ser recomendada como substituta do tratamento medicamentoso apropriado.
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Coluna
assinada por: Renato Romani CRM 99.950 Clínico geral, especialista em medicina do esporte pela Universidade de São Paulo. |
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