
O
mel é pré-digerido pelas abelhas e por isto seu açúcar
é simples, possibilitando
sua assimilação direta pelo sangue e o aumento da sua capacidade
energética.
Quando se toma o mel, imediatamente passa a circular no sangue uma fonte de
energia muscular para o coração, a Glucose, equanto a Levulose
fica em reserva
no fígado que, transformada em glucose vai aos poucos alimentando o
sangue.
Para reconstituir o
organismo nesse processo de assimilação rápida, o mel
oferece minerais de ferro, fósforo e cálcio. Epecialmente benéficos
às crianças - organismos débeis - em fase de formação
e para recuperar o desgaste intelectual, o que é muito favorável
a aprendizagem.
Com seus fermentos,
higieniza o intestino uma vez que absorve os farináceos e
açucares que lá fermentam. Tonifica os músculos pela
presença do acido fórmico.
Nos consumidores constantes de mel, os vasos sanguineos e o coração
funcionam
bem melhor, tanto é que velhos soviéticos (alguns alcançando
160 anos) têm o mel
como alimento principal e diário em sua dieta.
................................
Outros beneficios do Mel:
* O mel não engorda porque é assimilado diretamente pelo sangue,
não formando
tecido adiposo; um dos mais perfeitos alimentos e também: - Antibiótico
natural;
- Tomado ao deitar-se, sedativo e tranquilizante;
- Aplicado na pele e diluído em seguida com a mão molhada, é
um excelente
cosmético, porque age como nutriente celular, suprindo
carências de vitaminas e destruindo bactérias ou parasitas;
- Cicatrizante, sendo usado principalmente em feridas de difícil cicatrização,
eliminando quelóides;
- Massageando-o no cabelo elimina as caspas e tonifica o couro cabeludo;
- E usado para recuperacão de pessoas debilitadas;
- O usuário do mel está livre de problemas de próstata;
- Reconstitui o organismo fornecendo minerios de ferro e sais minerais;
- Melhora o desempenho sexual;
- Evita caibras e tonifica os musculos pela presença do ácido
fórmico;
- Sua ingestão fornece energia instantânea;
- O uso diário do mel previne males, regulariza e reforça o
coração e o organismo;
- Os benefícios serão vários: problemas do organismo,
dores, gastrite, intestino
preso, ma circulação, problemas respiratórios e muitos
outros amenizarão e até
mesmo desaparecerão;
O Poder da Cura do Mel:
Foi comprovado por
vários cientistas, principalmente soviéticos, que o ácido
fórmico encontrado no mel, além de ajudar na sua conservação,
se deve a ele
o alto poder de cura do mel. No organismo, atua como poderoso anti-séptico
e anti-reumático. Na composição básica do mel,
encontram-se: Água (17,7%), Glucose (34,0%), Levulose (40,5%), Sacarose
(1,9%), Minerais (0,18%). São encontrados também outros ácidos
como amóIico, vínico, cítrico, oscálico, láctico
e vários alcalóides vegetais. E frequentemente se descobre novas
vitaminas em
sua composição como: a E, que da fertilidade, a K anti-hemorrágica,
a PP rica
em ácido nicotínico, etc.
A ação
vasodilatadora e diurética do mel é possivel pela ação
da Levulose, que
atua aumentando a irrigação do sistema coronário. A Levulose
tonifica o coração
e regulariza a circulação miocardia naturalmente, normaliza
a tensao arterial.
No sistema simpático, corrige as alterações hepáticas,
especialmente o prurido
das ictérias, estabilizando a função do fígado.
Combate os choques hipoglicêmicos, quando a vítima entra em estado
de depressão e abatimento, às vezes seguida por convulsões,
provocada pela baixa de glicose no sangue.
É um antídoto
para venenos além de proporcionar poderoso tratamento fitoterápico,
uma vez que as abelhas visitam até flores de plantas tóxicas,
mas que não são
tóxicas através do néctar, a exemplo da papoula.
É importante lembrar que, uma alimentação sadia, e os
produtos das abelhas,
contribui para cuidar da maioria das doenças: A própolis, antibiótico
natural, não
tóxico.
O mel, tonifica e acalma, A geléia real rejuvenesse, da estabilidade
biológica e vigor sexual. O pólen suplementa e regulariza.
O
mel e um alimento natural produzido pelas abelhas a partir do néctar
das flôres.
É também este que determina a cor e sabor do mel. Os mais claros
tem sabor mais suave e menos sais minerais. Os mais escuros tem paladar mais
forte, mais sais minerais e são mais laxativos.
A cristalização
é a garantia mais certa de que o mel seja legitimo. Pois somente
o mel verdadeiro cristaliza de forma homogênica. Porém este efeito
não altera em nada as propriedade do mel, que poderá ser consumido
cristalizado ou se preferir
aqueçaa-o em banho-maria por 5 minutos aproximadamente, para que o
mel volte
ao estado Iíquido, sem que. ultrapasse 50°C.
Dicas para o uso do mel:
No lugar da margarina
(pães, bolos, saladas, queijos, etc), como adoçante geral (vitaminas,
café, leite e chás), como primeira refeição (uma
colher de sopa de mel misturada com duas bananas amassadas, ou outras frutas).
Obs.: Se o seu estômago parece não aceitar mel,
por problemas de gastrite ou
outros males, use-o aos poucos e gradativamente, também misturado a
alimentos,
e o próprio mel curará.
Morfologia das Abelhas
As
abelhas, como os demais insetos, apresentam um esqueleto externo chamado exoesqueleto,
constituído de quitina, que fornece proteção para os
órgãos internos
e sustentação para os músculos, além de proteger
o inseto contra a perda de água. O corpo é dividido em três
partes: cabeça, tórax e abdome (Fig. 1). A seguir, serão
descritas resumidamente cada uma dessas partes, destacando-se aquelas que
apresentam maior importância para o desempenho das diversas atividades
das abelhas.
......
.........Figura 1. Aspectos
da morfologia externa de operária de Apis mellifera.
.........Ilustração: Eduardo A.
Bezerra e Maria Teresa do R. Lopes adaptada
.........de Snodgrass,
1956.
Cabeça:
Na
cabeça, estão localizados os olhos - simples e compostos - as
antenas,
o aparelho bucal (Fig. 2) e, internamente, as glândulas. Os olhos compostos
são
dois grandes olhos localizados na parte lateral da cabeça. São
formados por estruturas menores denominadas omatídeos, cujo número
varia de acordo com
a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias
e rainhas (Dade, 1994). Possuem função de percepção
de luz, cores e movimentos.
As abelhas não
conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta,
azul, verde, amarelo e laranja (Nogueira Couto & Couto, 2002).
..........
............ Figura
2.
Aspectos da morfologia externa da cabeça de operária
.............de Apis mellifera. Ilustração:
Eduardo Aguiar e Maria Teresa
.............do R. Lopes adaptada de Dade, 1994.
Os
Olhos simples ou ocelos são estruturas menores, em número de
três, localizadas na região frontal da cabeça formando
um triângulo. Não formam
imagens. Têm como função detectar a intensidade luminosa.
As antenas, em número
de duas, são localizadas na parte frontal mediana da cabeça.
Nas antenas são encontradas estruturas para o olfato, tato e audição.
O olfato é realizado por meio das cavidades olfativas, que existem
em número
bastante superior nos zangões do que nas operárias e rainhas.
Isso se deve à necessidade que os zangões têm de perceberem
o odor da rainha durante o vôo nupcial. A presença de pêlos
sensoriais na cabeça serve para a percepção das correntes
de ar e protegem contra a poeira e água.
O Aparelho bucal é
composto por duas mandíbulas e a língua ou probóscide.
As mandíbulas são estruturas fortes, utilizadas para cortar
e manipular cera, própolis
e pólen. Servem também para alimentar as larvas, limpar os favos,
retirar abelhas mortas e na defesa. A língua é uma peça
bastante flexível, coberta de pêlos, utilizada na coleta e transferência
de alimento, na desidratação do néctar e na evaporação
da água quando se torna necessário controlar a temperatura da
colméia.
No interior da cabeça
são encontradas as glândulas hipofaringeanas, que têm por
função a produção da geléia real, as glândulas
salivares que podem estar envolvidas no processamento do alimento e as glândulas
mandibulares que estão relacionadas à produção
de geléia real e feromônio de alarme (Fig. 3).

Figura
3.
Aspectos da anatomia interna de operária de Apis mellifera.
Ilustração: Eduardo Aguiar e Maria Teresa do R. Lopes adaptada
de Camargo, 1972.
Tórax:
No
tórax destacam-se os órgãos locomotores - pernas e asas
(Fig. 1) - e a
presença de grande quantidade de pêlos, que possuem importante
função
na fixação dos grãos de pólen quando as abelhas
entram em contato com
as flores (Nogueira Couto & Couto, 2002).
As abelhas, como os
demais insetos, apresentam três pares de pernas.
As pernas traseiras das operárias são adaptadas para o transporte
de pólen
e resinas. Para isso, possuem cavidades chamadas corbículas, nas quais
são depositadas as cargas de pólen ou resinas para serem transportadas
até a colmeia. Além da função de locomoção,
as pernas auxiliam também na manipulação da cera e própolis,
na limpeza das antenas e no agrupamento das abelhas quando formam cachos.
As abelhas possuem
dois pares de asas de estrutura membranosa que
possibilitam o vôo a uma velocidade média de 24 km/h (Nogueira
Couto & Couto, 2002). No tórax também são encontrados
espiráculos, que são órgãos de
respiração, o esôfago, que é parte do sistema digestivo
(Meyer & Wiese, 1985)
e glândulas salivares envolvidas no processamento do alimento.
Abdome:
O
abdome é formado por segmentos unidos por membranas bastante flexíveis
que facilitam o movimento do mesmo. Nesta parte do corpo, encontram-se órgãos
do aparelho digestivo, circulatório, reprodutor, excretor, órgãos
de defesa e glândulas produtoras de cera (Fig. 3).
No aparelho digestivo
destaca-se o papo ou vesícula nectarífera, que é o órgão
responsável pelo transporte de água e néctar e auxilia
na formação do mel. O papo possui grande capacidade de expansão
e ocupa quase toda a cavidade abdominal quando está cheio. O seu conteúdo
pode ser regurgitado pela contração da musculatura (Nogueira
Couto & Couto, 2002).
Existem quatro glândulas
produtoras de cera (ceríferas), localizadas na parte
ventral do abdome das abelhas operárias. A cera secretada pelas glândulas
se solidifica em contato com o ar, formando escamas ou placas que são
retiradas e manipuladas para a construção dos favos com auxílio
das pernas e das mandíbulas. No final do abdome encontra-se o órgão
de defesa das abelhas - o ferrão, presente apenas nas operárias
e rainhas.
O ferrão é
constituído por um estilete usado na perfuração e duas
lancetas que possuem farpas que prendem o ferrão na superfície
ferroada, dificultando sua retirada. O ferrão é ligado a uma
pequena bolsa onde o veneno fica armazenado. Essas estruturas são movidas
por músculos que auxiliam na introdução do ferrão
e injeção do veneno. As contrações musculares
da bolsa de veneno permitem
que o veneno continue sendo injetado mesmo depois da saída da abelha.
Desse modo, quanto
mais depressa o ferrão for removido, menor será a quantidade
de veneno injetada. Recomenda-se que o ferrão seja removido pela base,
utilizando-se uma lâmina ou a própria unha, evitando-se pressioná-lo
com os dedos para não injetar uma maior quantidade de veneno. Geralmente,
quando a abelha tenta voar
ou sair do local após a ferroada, ocorre uma ruptura de seu abdome
que pode levar
à morte. Na rainha, as farpas do ferrão são menos desenvolvidas
que nas operárias
e a musculatura ligada ao ferrão é bem desenvolvida para que
a rainha não o perca após utilizá-lo.
Fonte: Embrapa - Meio Norte
Autores:
Fábia de Mello PereiraEng.
Agrônoma, Mestre em Genética e Melhoramento Animal, Embrapa Meio-Norte,
Av. Duque de Caxias, 5650 - Buenos Aires, CEP: 64006-220 - Teresina -PI Fone:
(0--86) 225.1141- ramal 213,
Fax: (0--86) 225.11 - E-mail: fabia@cpamn.embrapa.br
Maria
Teresa do Rêgo Lopes. Eng. Agrônoma, Doutora em Entomologia, Embrapa
Meio-Norte,
Av. Duque de Caxias, 5650 - Buenos Aires, CEP: 64006-220 – Teresina
–PI Fone: (0--86) 225.1141- ramal 270,
Fax: (0--86) 225.1142 - E-mail: mteresa@cpamn.embrapa.br
Ricardo
Costa Rodrigues de Camargo. Biólogo, Doutor em Produção
Animal, Embrapa Meio-Norte,
Av. Duque de Caxias, 5650 - Buenos Aires, CEP: 64006-220 – Teresina
–PI Fone: (0--86) 225.1141- ramal 270,
Fax: (0--86) 225.1142 - E-mail: ricardo@cpamn.embrapa.br
Sérgio
Luís de Oliveira Vilela. Eng. Agrônomo, Doutor em Ciências
Sociais, Embrapa Meio-Norte,
Av. Duque de Caxias, 5650 - Buenos Aires, CEP: 64006-220 – Teresina
–PI Fone: (0--86) 225.1141- ramal 212,
Fax: (0--86) 225.1142 - E-mail: sergio@cpamn.embrapa.br
Agradecimentos:
Ao Central Science Laboratory/National Bee Unity pela autorização de uso das fotos relacionadas a doenças de abelhas; a Janina Carvalho Gonçalves e Adriana Lago Mello, pela autorização de uso das fotos de sua autoria; a Gilma Lopes de Souza Bandeira e Edilson Bevilagua pela confecção das páginas HTML.
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